segunda-feira, 3 de maio de 2010

Decisão épica e um craque apoteótico!

Épico, histórico, apoteótico, fantástico... São muitos os adjetivos que podemos usar para descrever a decisão do Campeonato Paulista.

Poucas vezes o sabor do vice-campeonato ficou tão amargo para o time derrotado. Paradoxalmente, poucas vezes uma conquista foi tão merecida pelo time campeão.

O Santos já havia feito história mesmo antes de erguer a taça, com um futebol diferente de tudo o que havíamos visto nos últimos anos.

Mereceu amplamente o título por tudo o que fez na primeira fase, pelas duas lindas e consagradoras vitórias diante do São Paulo na semi-final, pelos doze minutos de brilhantismo mostrado no segundo tempo do primeiro jogo decisivo, pelos dois golaços de Neymar na última partida e pela raça demonstrada por oito gigantes nos minutos derradeiros da competição.

E mereceu o troféu sobretudo por contar com o jogador mais fantástico que surgiu em nossos gramados nos últimos anos.

E não falo nem de Neymar, muito menos de Robinho. Claro, o grande herói do 18º título estadual do Peixe foi Paulo Henrique Ganso.

Épico, apoteótico e fantástico. Os mesmos adjetivos usados no início do texto para caracterizar a partida não são suficientes para explicar a exibição de Ganso no último domingo.

O talentoso meia foi craque quando preciso, foi genial quando necessário, foi líder quando tudo parecia fora de controle e foi até técnico quando o ótimo Dorival Júnior, num momento de total pane, decidiu substituir seu jogador mais lúcido e eficiente.

Ganso olhou para o banco e foi taxativo: não sairia de campo, não poderia deixar de lutar naquele momento.

Petulante, anti-profissional, indisciplinado? Nada disso. Ganso foi simplesmente sensato. Era ele o único atleta de branco que estava prendendo a bola e criando chances no campo de ataque.

Se ele saísse, o Santo André bombardearia o rival nos minutos finais e teria grandes chances de marcar o gol do título.

Dorival Júnior mudou de ideia, Ganso ficou em campo, a bola quase não saiu de seus pés e o troféu foi para a Vila Belmiro. Simples assim.

Ganso foi o dono da bola, o dono do jogo. É o dono do campeonato. E não pode ficar fora da Copa.

Nem ele, nem Neymar. Acabou minha paciência com o técnico Dunga. Teimosia tem limite.

Sou fã do treinador da seleção e acho que o mesmo vem fazendo um ótimo trabalho. Só falta agora coroar este desempenho levando dois craques geniais para a África do Sul.

Que todos os santos iluminem o treinador em sua decisão. Assim como Neymar e especialmente Ganso iluminaram o Santos nesta inesquecível decisão.

2 comentários:

walter disse...

Com certeza foi um título merecido apesar do Santos nao ter demonstrato o futebol bonito, mas teve também raça!!!

Bora peixe, em busca da Copa do Brasil

Walte de São Paulo, Bairro da Vila Mascote.

roger disse...

Olha Thomaz tudo que vc descreveu aqui nestas linhas foi o que realmente aconteceu no jogo derradeiro do Paulistão 2010. Eu como corintiano que sou não posso deixar passar essa opurtunidade. Ontem no Galera Gol vc teve uma branda discução com um ouvinte falando sobre o "se" o juiz tivesse dado o Gol mal anulado do Santo André, (sei que vc tem a mesma opnião sobre isso ou quase a mesma)Em 2005 o Crinthians tinha o melhor time do Brasil a chegou a abrir 10 pontos do Goias que era o vice lider do campeonato, ai teve um relaxamento natural pela diferença e terminou o campeonato apertadinho na frente do Internacional. "Se" o Corinthians não tivesse aberto tantos pontos de vantagem teria sido campeão com antecedencia vc não acha. E outra coisa em Thomaz se é o Corinthians que ganha o titulo da forma que o santos ganhou esse paulista, na copa de 2014 estariam falando que o paulistão de 2010 tinha sido roubado. Parabéns Santos

Roger, de Ferraz de Vasconcelos