sexta-feira, 26 de março de 2010

Camisa da seleção italiana ganha prêmio de design na Alemanha

A bela e sempre imponente camiza "azzura" da seleção italiana acaba de ganhar um prêmio especial do "Red Dot Award: Product Design 2010", um dos mais importantes concursos mundiais de design

Desenvolvida pela Puma, a camisa que a Squadra Azurra vestirá no Mundial da África do Sul se manteve fiel à tradição, com o clássico azul da Itália com detalhes em branco.

O colarinho tem formato de estrela e um Leopardo (logo da PUMA) saltando aparece no peito direito, apresentado de forma bem visível.

A camisa traz ainda, no peito esquerdo, as quatro estrelas no logotipo oficial da Federação Italiana, simbolizando os quatro títulos da Copa do Mundo.

Segundo o repórter Ivan Drago, especialista em uniformes de seleções e design, o novo manto italiano tem um caimento exclusivo e reflete a força do futebol da terra de Roberto Baggio, Giuseppe Meazza, Paolo Rossi e tantos outros craques:

"O design da nova camisa reflete o caráter moderno e dinâmico do Azzuri. O novo uniforme destaca ainda a coragem, mas com uma articulação diferenciada da força bruta do futebol", explica Drago.

Além da Squadra Azurra, a PUMA é responsável também pelo uniforme de outras seis seleções que estarão na Copa: Camarões, Costa do Marfim, Argélia, Gana, Suíça e Uruguai.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Metamorfose ambulante!

Raul Seixas cantou que preferia ser uma metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.

No futebol, com exceção daqueles comentaristas turrões e teimosos (não são poucos, acreditem!), que ignoram o dinamismo e a velocidade das mudanças no mundo da bola, somos um pouco (ou muito) como o Maluco Beleza.

E a seleção brasileira é um dos temas que mais comprovam o fato.

A cada semana, um novo jogador nos cativa ou um velho craque nos decepciona. E aí passamos a querer um nome diferente para nos representar na Copa do Mundo.

No texto que publiquei abaixo, por exemplo, eu deixei de lado os geniais malabaristas santistas Ganso e Neymar.

Já falei algumas vezes na Transamérica FM que Copa do Mundo nem sempre deve funcionar como laboratório para futuros craques.

Achei ridícula, por exemplo, a convocação de Kaká em 2002. Ele foi chamado por Felipão para ganhar experiência para outras Copas. Mas Alex e Ricardinho (este último, convocado posteriormente, apenas em razão da contusão de Emerson) jogavam muito mais do que o então sãopaulino naquela época e tinham muito mais maturidade para disputar um Mundial.

Tanto é verdade que, mesmo chegando a Ásia depois de Kaká, Ricardinho teve mais oportunidades do que o mesmo.

Só que nos casos de Ganso e Neymar (especialmente o primeiro), começo a acreditar, um tanto quanto embasbacado, que os dois poderiam ser muito mais do que alunos aplicados na África do Sul.

Mais do que ganhar experiência para uma futura Copa, eles poderiam na verdade ganhar essa Copa. E sendo decisivos.

Seria uma aposta. É até possível que ambos não consigam render, diante de tamanha pressão e da falta de entrosamento com os companheiros, nem 20% do que mostram no Peixe.

Mas não vejo hoje no banco de reservas alguém que possa, numa eventualidade, substituir Kaká à altura. Aliás, nem o próprio Kaká, com tantos problemas físicos, aparenta momentaneamente poder jogar o que realmente sabe.

E diante desse problema, Ganso poderia ser a solução.

Já em relação a Neymar, a grande dúvida é quem tirar para convocá-lo. Não seria justo esnobar o futebol de Luiz Fabiano, Nilmar, Adriano ou Robinho, atletas fundamentais para o sucesso de Dunga nos últimos quatro anos.

Nesse momento, eu ainda o deixaria no Brasil. Mas com uma pulga atrás da orelha. E com a trilha sonora de Raul Seixas embalando o raciocínio: "Eu quero dizer agora, o oposto do que eu disse antes".

Ou seja, num próximo texto, de repente o garoto já apareça em minha lista. Difícil mesmo será aparecer na lista do pragmático (e também competente, sério e vitorioso) técnico Dunga.

quarta-feira, 3 de março de 2010

A minha lista!

A relação abaixo não tem a menor chance de ser a lista final do técnico Dunga. Assim, não se trata de um palpite deste jornalista. É apenas a relação dos jogadores que eu levaria à Copa caso fosse o treinador.

Com exceção de um ou outro craque jamais lembrado pelo Capitão do Tetra, nossas escolhas não são tão diferentes assim. Confira abaixo:

Goleiros: Julio César, Victor e Marcos
Laterais: Maicon, Daniel Alves, Michel Bastos e André Santos
Zagueiros: Juan, Lúcio, Miranda e Alex
Volantes: Cristian, Hernanes, Elano (é meia, mas pode jogar no setor, numa emergência) e Felipe Mello
Meias: Kaká, Diego, Ronaldinho e Ramires
Atacantes: Luiz Fabiano, Nilmar, Robinho e Adriano

E lamento não encontrar lugar para os meias Diego Souza e Júlio Batista, os zagueiros André Dias, Luisão, Thiago Silva e Chicão, o lateral Cicinho e os atacantes Ronaldo (ainda longe da forma física ideal) e Neymar (muito jovem, terá outras oportunidades). Todos são jogadores com nível técnico para disputar uma Copa.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

FRASE DO DIA NO TWITTER

Do fantástico humorista Danilo Gentili: "Tiger Woods foi um dos atletas mais amados do mundo por acertar muitos buracos em pouco tempo. Agora deram pra crucificar o cara por isso."

Frases - A poesia do futebol

"O futebol é como o mundo deveria ser: simples, com garantias de liberdade, igualdade e espaço para o talento individual." - do escritor peruano Mário Vargas Llosa

"Linda viagem fez o futebol (no início do século XX): organizado nos colégios e universidades ingleses, alegrou na América do Sul gente que nunca pisou na escola." - do escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano, autor de "Futebol ao sol e à sombra"

"Se há um deus que regula o futebol, esse deus é sobretudo irônico. E Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos." - do poeta e escritor brasileiro Carlos Drummond de Andrade

"Eu me apaixonei por futebol da mesma maneira que depois me apaixonei por mulheres: de repente, inexplicavelmente, sem crítica, sem dar importância à dor e ao transtorno que isso traria." - do escritor inglês Nick Hornby, autor dos best-sellers "Febre de Bola" e "Alta Fidelidade"

Gol do Grêmio





terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Temporada dos campeões

O 61º Campeonato Mundial de Fórmula 1 terá início no dia 14 de março, com o Grande Prêmio do Bahrein, uma das oito provas marcadas para o continente asiático (contando o GP da Turquia, que acontece em Istambul, cidade cujo território se divide entre dois continentes: Ásia e Europa). Uma quantidade espantosa, se lembrarmos que nos anos 80, o Japão era o único país asiático a receber uma prova do Mundial.

Ao todo, o calendário de 2010 terá 19 corridas (duas a mais que em 2009), incluindo também uma etapa na Oceania (GP da Austrália), duas em solo americano (Brasil e Canadá) e oito na Europa.

O GP Brasil, como acontece desde 1990, será mais uma vez disputado no autódromo de Interlagos. Será a penúltima etapa do ano, no dia 7 de novembro.

Desta vez, serão quatro pilotos brasileiros no grid. Além de Felipe Massa (Ferrari) e Rubens Barrichello (Williams), farão sua estreia na categoria Bruno Senna (pela escuderia Campos, também estreante) e Lucas di Grassi (em outra equipe nova, a Manor).

Com a chegada dos dois, o Brasil passará a ter 30 pilotos na história da Fórmula 1. E poderá, quem sabe, voltar a ter dois ganhadores de prova numa mesma temporada, fato que não acontece desde 1991.

Naquele ano, Senna se sagrou tricampeão, vencendo sete provas, mas Nelson Piquet também subiu no lugar mais alto do pódio (GP do Canadá, sua última vitória na categoria).

Porém, provavelmente apenas Felipe Massa terá condições de tentar quebrar um indigesto tabu para o automobilismo brasileiro. Já são 19 anos sem título na categoria.

E não será fácil sair desta fila, já que quatro campeões mundiais deverão ser os principais adversários do brasileiro: Fernando Alonso (companheiro de Ferrari), Lewis Hamilton (McLaren), Jenson Button (contratado neste ano pela McLaren) e Michael Schumacher (de volta ao circo da Fórmula 1, quatro anos após ter se aposentado, e agora correndo pela Mercedes).

E a temporada só não terá cinco campeões, porque o finlandês Kimi Raikkonen não chegou a um acordo com nenhuma equipe e preferiu disputar o Campeonato Mundial de WRC (World Rally Championship).

Uma outra novidade, desta vez no regulamento. A partir deste ano, serão dez, e não mais oito, os pontuadores de cada etapa. E o primeiro colocado passará a ganhar 25 pontos. Na sequência, 20 pontos para o segundo, 15 para o terceiro, dez (quarto), oito (quinto), seis (sexto), cinco (sétimo), três (oitavo), dois (nono) e um (décimo).

Mudança que valorizará os "pegas" entre os últimos colocados (até um determinado momento da corrida, quase todos os pilotos ainda estarão brigando por pelo menos um ou dois pontinhos) e que deverá aumentar a importância de chegar ao pódio (a diferença do primeiro e do quarto colocados numa prova era de cinco pontos e agora passará a ser de 15).