quarta-feira, 5 de maio de 2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Abraços de Almodovar


Indicações para a categoria de melhor filme de língua estrangeira em premiações como o Globo de Ouro (segundo prêmio mais importante do cinema americano) e o BAFTA (principal prêmio do cinema inglês) nem sempre agregam um inestimado valor a uma produção. No caso dos filmes do espanhol Pedro Almodovar, por exemplo, nenhuma indicação é tão forte quanto a própria assinatura do cineasta.

Almodovar é daqueles diretores, como Fellini, Bergman e Kurosawa, cuja filmografia, mais do que uma referência para cinéfilos e estudantes de cinema, acabou se tornando um novo gênero dentro da sétima arte.

E o 17º filme deste gênero, indicado aos prêmios supra-citados e bastante elogiado pela crítica, é Abraços Partidos, produção que chegou no mês passado às locadoras.

Pela quarta vez em sua carreira, o diretor conta com o talento dramático de sua atual musa, Penelope Cruz (as outras parcerias foram em Carne Trêmula, Tudo sobre minha Mãe e Volver). Outro velho conhecido no elenco é o excelente Lluís Homar, do premiado Má Educação.

Filmado em Madrid e nas Ilhas Canárias, com um orçamento de U$ 18 milhões, bem razoável para os padrões do cinema espanhol, Abraços Partidos traz as recordações de um escritor que perdeu a visão e o grande amor de sua vida numa tragédia há muitos anos.

Quando se depara com um novo acidente, Mateo Blanco (vivido por Homar) decide abrir seu coração a um amigo mais jovem, relembrando seus tempos de diretor de cinema, sua antiga paixão e detalhes marcantes que um dia havia resolvido esquecer.

Sensível, às vezes melancólico, quase sempre complexo, Abraços Partidos emociona, mas certamente não é um dos melhores filmes do diretor. Não chega a surpreender, mas tem qualidades suficientes para receber a tarja de "almodovariano".

Integrante do Jota Quest escreve livro sobre o Cruzeiro

O músico Marco Tulio, guitarrista do Jota Quest, foi convidado pela Editora Belas Letras para escrever a edição em homenagem ao Cruzeiro da série "Meu Pequeno Torcedor", coleção que faz grande sucesso nas livrarias.

O lançamento do livro "Meu Pequeno Cruzeirense" acontece no dia 18 de maio, na Bienal em Belo Horizonte, com uma noite de autógrafos a partir das 19h.

Os outros livros da série já publicados foram escritos por Serginho Groisman (Corinthians), Gabriel o Pensador (Flamengo), Nando Reis (São Paulo), Soninha Francine (Palmeiras), Fernanda Abreu (Vasco), Humberto Gessinger (Grêmio), Luís Augusto Fischer (Inter) e Hélio de La Peña (Botafogo).

Por uma questão passional, só li a obra escrita pelo apresentador do programa "Altas Horas". Mas já ouvi muitos elogios a respeito dos outros livros e pretende lê-los também.

Disciplina e a organização no Papo de Craque

Considerado o repórter mais bonito do rádio, Eduardo de Menezes mostrou que além de um rostinho bonito, também consegue aliar concentração e jogo de cintura ao seu trabalho.

No video abaixo, feito durante o programa Papo de Craque 2ª edição, os repórteres Marco Bello e André Galvão tentam de todas as maneiras tirar o foco do bravo comunicador. Até mesmo o operador Reginaldo Cursino entra na brincadeira. Mas o "Brad Pitt do rádio" resiste com coragem e faz seu boletim do Santos até o final.

O video não tem tanta qualidade, pois foi feito com o celular, o que não permite uma boa visualização em cenas de movimento. Mas vale o registro!




Caso não consiga fazer a visualização acima, clique aqui

Decisão épica e um craque apoteótico!

Épico, histórico, apoteótico, fantástico... São muitos os adjetivos que podemos usar para descrever a decisão do Campeonato Paulista.

Poucas vezes o sabor do vice-campeonato ficou tão amargo para o time derrotado. Paradoxalmente, poucas vezes uma conquista foi tão merecida pelo time campeão.

O Santos já havia feito história mesmo antes de erguer a taça, com um futebol diferente de tudo o que havíamos visto nos últimos anos.

Mereceu amplamente o título por tudo o que fez na primeira fase, pelas duas lindas e consagradoras vitórias diante do São Paulo na semi-final, pelos doze minutos de brilhantismo mostrado no segundo tempo do primeiro jogo decisivo, pelos dois golaços de Neymar na última partida e pela raça demonstrada por oito gigantes nos minutos derradeiros da competição.

E mereceu o troféu sobretudo por contar com o jogador mais fantástico que surgiu em nossos gramados nos últimos anos.

E não falo nem de Neymar, muito menos de Robinho. Claro, o grande herói do 18º título estadual do Peixe foi Paulo Henrique Ganso.

Épico, apoteótico e fantástico. Os mesmos adjetivos usados no início do texto para caracterizar a partida não são suficientes para explicar a exibição de Ganso no último domingo.

O talentoso meia foi craque quando preciso, foi genial quando necessário, foi líder quando tudo parecia fora de controle e foi até técnico quando o ótimo Dorival Júnior, num momento de total pane, decidiu substituir seu jogador mais lúcido e eficiente.

Ganso olhou para o banco e foi taxativo: não sairia de campo, não poderia deixar de lutar naquele momento.

Petulante, anti-profissional, indisciplinado? Nada disso. Ganso foi simplesmente sensato. Era ele o único atleta de branco que estava prendendo a bola e criando chances no campo de ataque.

Se ele saísse, o Santo André bombardearia o rival nos minutos finais e teria grandes chances de marcar o gol do título.

Dorival Júnior mudou de ideia, Ganso ficou em campo, a bola quase não saiu de seus pés e o troféu foi para a Vila Belmiro. Simples assim.

Ganso foi o dono da bola, o dono do jogo. É o dono do campeonato. E não pode ficar fora da Copa.

Nem ele, nem Neymar. Acabou minha paciência com o técnico Dunga. Teimosia tem limite.

Sou fã do treinador da seleção e acho que o mesmo vem fazendo um ótimo trabalho. Só falta agora coroar este desempenho levando dois craques geniais para a África do Sul.

Que todos os santos iluminem o treinador em sua decisão. Assim como Neymar e especialmente Ganso iluminaram o Santos nesta inesquecível decisão.

terça-feira, 27 de abril de 2010

TABELINHA - Ricardo Prado


Muito antes de Cesar Ciello e até mesmo de Gustavo Borges e Fernando Scherer, a natação brasileira já tinha um grande herói. Tudo bem, ele não conquistou uma medalha de ouro olímpica, nem dois ouros num único Mundial, como Cielo, mas foi prata nos Jogos de Los Angeles, em 84, e campeão mundial com apenas 17 anos, em 82, com direito a recorde mundial.

Refiro-me a Ricardo Prado, maior nadador brasileiro da década de 80. Além das façanhas já citadas, o atual coordenador do curso de Educação Física da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, também ostenta no currículo sete medalhas em Panamericanos (incluindo duas de ouro) e o fato de ter disputado seu primeiro Mundial com apenas 15 anos.

Conheça abaixo um pouco mais sobre este gigante do esporte nacional!

Nome: Ricardo Prado

Data de nascimento: 03/01/1965

Apelido: Dondi

Momento inesquecível na carreira: meu recorde mundial em 1982, aos 17 anos

Ídolos na natação: Michael Phelps e Cesar Cielo

Ídolo no futebol: Ronaldo

Filmes preferidos: "A Morte lhe Cai Bem", uma comédia bem humor negro, muito engraçada.

Livro preferido: "Toyota: A Fórmula da Inovação". É sobre os processos que a montadora japonesa desenvolveu para chegar ao topo da indústria automobilística, que muito me fascina. Gostei muito tambem de outro livro: "A Virada Olimpica", sobre os desafios vencidos pelo Comitê Olímpico Internacional para fazer dos Jogos Olímpicos uma das marcas mais valiosas do planeta.

Ator: Mateus Nachtergale

Atriz: Dira Paes

Cantor: Bono Vox

Cantora: Sheryl Crow e Paula Toller

País que gosta de visitar: Estados Unidos, pois morei lá dos 15 aos 26 anos. Tenho muitos amigos da época em que fiz faculdade. É um país bonito, barato e onde tudo, em geral, funciona!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

EXCLUSIVO - Sem Cielo, Timão acerta com Thiago Pereira

Vem das piscinas a mais nova contratação do Timão no ano de seu centenário!

Agora há pouco, após uma reunião em São Paulo, o atleta fluminense (nascido em Volta Redonda) assinou contrato de três anos com o Corinthians.

A notícia deve cair como uma bomba no Minas Tênis Clube, que esperava ganhar diversas medalhas com o atleta na disputa do Troféu Maria Lenk, que acontece na próxima semana, no Rio.

Thiago, que negociava em segredo com os dirigentes corintianos nos últimos dias, competirá de maneira "avulsa" no Maria Lenk, sem representar nenhum clube. Pelas regras da natação brasileira, só poderá defender o Corinthians depois desta competição.

Ganhador de seis medalhas de ouro nos Pan-americanos do Rio e quarto colocado nos Jogos de Pequim, Thiago se junta a Poliana Okimoto e outros bons valores da equipe de esportes aquáticos corintiana.

E de uma certa maneira, diminuirá um pouquinho a frustração pela ida de Cesar Cielo ao Flamengo (o campeão olímpico já estava apalavrado com o Coringão, mas acabou acertando com o Mengo, provavelmente pressionado por influentes cartolas do COB).