quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Temporada dos campeões

O 61º Campeonato Mundial de Fórmula 1 terá início no dia 14 de março, com o Grande Prêmio do Bahrein, uma das oito provas marcadas para o continente asiático (contando o GP da Turquia, que acontece em Istambul, cidade cujo território se divide entre dois continentes: Ásia e Europa). Uma quantidade espantosa, se lembrarmos que nos anos 80, o Japão era o único país asiático a receber uma prova do Mundial.

Ao todo, o calendário de 2010 terá 19 corridas (duas a mais que em 2009), incluindo também uma etapa na Oceania (GP da Austrália), duas em solo americano (Brasil e Canadá) e oito na Europa.

O GP Brasil, como acontece desde 1990, será mais uma vez disputado no autódromo de Interlagos. Será a penúltima etapa do ano, no dia 7 de novembro.

Desta vez, serão quatro pilotos brasileiros no grid. Além de Felipe Massa (Ferrari) e Rubens Barrichello (Williams), farão sua estreia na categoria Bruno Senna (pela escuderia Campos, também estreante) e Lucas di Grassi (em outra equipe nova, a Manor).

Com a chegada dos dois, o Brasil passará a ter 30 pilotos na história da Fórmula 1. E poderá, quem sabe, voltar a ter dois ganhadores de prova numa mesma temporada, fato que não acontece desde 1991.

Naquele ano, Senna se sagrou tricampeão, vencendo sete provas, mas Nelson Piquet também subiu no lugar mais alto do pódio (GP do Canadá, sua última vitória na categoria).

Porém, provavelmente apenas Felipe Massa terá condições de tentar quebrar um indigesto tabu para o automobilismo brasileiro. Já são 19 anos sem título na categoria.

E não será fácil sair desta fila, já que quatro campeões mundiais deverão ser os principais adversários do brasileiro: Fernando Alonso (companheiro de Ferrari), Lewis Hamilton (McLaren), Jenson Button (contratado neste ano pela McLaren) e Michael Schumacher (de volta ao circo da Fórmula 1, quatro anos após ter se aposentado, e agora correndo pela Mercedes).

E a temporada só não terá cinco campeões, porque o finlandês Kimi Raikkonen não chegou a um acordo com nenhuma equipe e preferiu disputar o Campeonato Mundial de WRC (World Rally Championship).

Uma outra novidade, desta vez no regulamento. A partir deste ano, serão dez, e não mais oito, os pontuadores de cada etapa. E o primeiro colocado passará a ganhar 25 pontos. Na sequência, 20 pontos para o segundo, 15 para o terceiro, dez (quarto), oito (quinto), seis (sexto), cinco (sétimo), três (oitavo), dois (nono) e um (décimo).

Mudança que valorizará os "pegas" entre os últimos colocados (até um determinado momento da corrida, quase todos os pilotos ainda estarão brigando por pelo menos um ou dois pontinhos) e que deverá aumentar a importância de chegar ao pódio (a diferença do primeiro e do quarto colocados numa prova era de cinco pontos e agora passará a ser de 15).

Novo baterista já ensaia com os Titãs


Os integrantes do grupo Titãs anunciaram na última semana que, por razões pessoais, o baterista Charles Gavin decidiu se afastar da banda.

Branco Mello, Paulo Miklos, Sérgio Britto e Tony Bellotto, os quatro remanescentes da formação original (os outros eram Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Nando Reis), prosseguirão com os trabalhos e compromissos do grupo, incluindo a turnê do novo CD "Sacos Plásticos".

Gavin também fez parte da formação clássica do grupo (com todos os oito integrantes já citados), mas não estava na banda quando a mesma foi criado. O primeiro baterista, antes da fama, foi André Jung, que acabou indo para o Ira!.

O novo baterista dos Titãs já foi anunciado e está ensaiando com os novos colegas (um vídeo com um trecho de um desses ensaios pode inclusive ser conferido no site oficial do grupo).

Trata-se de Mario Fabre (foto acima), um conhecido baterista da noite paulistana, com trabalhos já realizados com Leo Jaime, Faiska, André Christovam e diversas bandas de blues, como a Irmandade do Blues.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Mais um retorno do Camisa de Vênus


Um dos ícones do rock nacional nos anos 80, o grupo baiano Camisa de Vênus acaba de anunciar mais uma volta, desta vez sem o vocalista Marcelo Nova. A nova turnê nacional da banda terá início em Salvador, no dia 29 de janeiro (sexta-feira), com uma apresentação no Cais Dourado, às 22h.

Eduardo Scott assume o vocal do quarteto, ao lado de Robério Santana (baixo), Karl Hummel (guitarra base) e Gustavo Mullen (guitarra solo).

Após o carnaval, o Camisa de Vênus sairá em turnê com o grupo Raimundos, passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Manaus e Recife, entre outras cidades.

Enquete: Xodó da Fiel bate o Pé de Ouro e o Pequeno Polegar


A última enquete deste blog foi a que mais recebeu votos. 264 ao todo. Talvez pelo tema, talvez por ser ligada ao Corinthians.

De qualquer maneira, todo torcedor gosta de eleger seus grandes ídolos. E sempre tem um em especial. Por essa razão, as próximas enquetes darão também a oportunidade para torcedores de São Paulo, Palmeiras e Santos.

Na enquete alvinegra, a vitória ficou com o craque Neto. Marcelinho foi o segundo. Era exatamente o que eu esperava. Em minhas pesquisas pessoais, sem nenhum parâmetro ou critério mais técnico (basicamente, perguntando a amigos e ouvintes), Neto e Marcelinho são sempre os mais lembrados pelos corintianos.

Por três razões, creio eu: são ídolos recentes, são figuras polêmicas e carismáticas e, principalmente, conquistaram títulos importantíssimos.

Neto é sinônimo do primeiro título brasileiro do clube, enquanto Marcelinho é sinônimo de uma época de ouro para o Coringão. Com ele, o Timão deixou de ser uma potência estadual para se tornar, definitivamente, uma força nacional (com o craque carioca, o Coringão venceu dois Brasileiros, um Mundial e uma Copa do Brasil).


E a vantagem alcançada por Neto nesta disputa particular (72 votos contra 50 de Marcelinho) se deve provavelmente ao fato de estar mais em evidência na mídia, como comentarista consagrado no rádio e na TV.

Surpreendente, no entanto, foi a presença de Luizinho na terceira posição. Não que ele não mereça um lugar de destaque, muito pelo contrário. Só que Luizinho teve muito mais votos do que Claudio, com quem jogou durante anos no Parque São Jorge. E os dois tinham igual importância naquela máquina alvinegra dos anos 50 e dividiam o carinho da Fiel.

Claudio só teve três votos (cerca de 1%), contra 48 votos do Pequeno Polegar. Provavelmente, alguma comunidade do ídolo no orkut ou mesmo algum fã apaixonado do jogador deve ter feito algum tipo de campanha para que ele recebesse mais votos. O que, de jeito nenhum, fere a legitimidade do resultado.

Destaque ainda para as boas votações de Sócrates (quarto colocado, com 25 votos) e do goleiro Ronaldo (quinto, com 17). Números normais, em minha avaliação.


Já os 15 votos para Ronaldo Fenômeno (5% do total) também não me surpreendem, pelo carisma absurdo e futebol sensacional do atacante, mas não são exatamente justos. Ainda mais se verificarmos que ele teve mais votos que Rivelino (nove), Baltazar (cinco), Gilmar dos Santos Neves (quatro) e Wladimir (dois), ídolos que ficaram muito mais tempo no clube.

Carlitos Tevez também foi lembrado (dez votos, que seriam muito mais caso o argentino tivesse ficado mais tempo no clube) e o primeiro grande ídolo da história alvinegra, Neco, recebeu apenas cerca de um por cento dos votos (quatro, no total).

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Lembrando Gordon Banks!

Titular absoluto do Real Madrid há dez temporadas, o goleirão Iker Casillas é um dos melhores jogadores de sua posição. Em minha opinião, um dos cinco melhores arqueiros do planeta.

Campeão da Eurocopa com a seleção espanhola, quatro vezes campeão espanhol e duas vezes campeão da Liga dos Campeões pelo time merengue, o atleta é um dos maiores ídolos dos madrilenhos neste século.

Tanto é verdade que uma de suas maiores defesas, realizada já há alguns meses, num jogo contra o Sevilla, é considerada pelo site oficial do clube a maior de todos os tempos.

Será mesmo que esse lance de pura inspiração de Casillas pode rivalizar com aquela defesa histórica de Gordon Banks, na derrota da Inglaterra para o Brasil, na Copa de 70?

Confira os dois lances abaixo e tire suas conclusões!



segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Belletti já planeja nova carreira


Muito legal a entrevista concedida ontem (domingo) pelo educadíssimo Belletti ao programa Esquenta (Transamérica FM).

Durante quase quarenta minutos, o lateral e meio-campista do Chelsea respondeu com simpatia a todas as perguntas feitas por mim e pelo produtor e repórter Guilherme Lage.

E revelou um traço de personalidade que eu, sinceramente, não conhecia. Sabia que se tratava de um jogador bastante sério, um profissional querido por treinadores e pelos próprios companheiros.

Mas Belletti é diferenciado. Preocupa-se com seu futuro e por isso diz estar sempre aprendendo com seus treinadores. Quando deixar os gramados, quer continuar no futebol. De preferência, atuando como treinador.

Por isso, a preocupação em extrair conhecimentos de seus comandantes: "Procuro tirar pra mim o que cada um tem de melhor. E felizmente, tenho trabalhado com grandes treinadores, podendo assim aprender muita coisa", afirmou.

Belletti também está atento aos conhecimentos teóricos. Tanto é verdade que faz atualmente um curso de treinador em Londres, cidade onde mora.

Por sinal, a explicação dada pelo local escolhido para morar também mostra como o atleta é bem diferente da maioria dos outros boleiros: "quase todos os outros atletas moram fora de Londres, perto do centro de treinamento do Chelsea. Mas quando eu fui contratado, pensei. Puxa, vou jogar em Londres, mas morar longe da cidade? Não, não poderia perder essa oportunidade."

Mas voltando ao tal curso, Belletti estuda ao lado de outros três craques do clube: Lampard, Terry e Ashley Cole. Todos querem se tornar treinadores quando pendurarem as chuteiras.

"Treinamos só pela manhã e tenho as tardes sempre livres. Aproveito então este período para fazer o curso, que é dado lá mesmo no centro de treinamento do Chelsea. Está sendo ótimo", conclui.

Perguntamos também sobre os momentos marcantes de sua carreira, já imaginando a resposta. E claro, Belletti desta vez não nos surpreendeu.

Impossível não eleger o título mundial da seleção brasileira em 2002 e o gol inesquecível marcado por ele na decisão da Liga dos Campeões, ainda pelo Barça, contra o Arsenal, em 2006

"No ano passado, atuando pelo Chelsea, fui aplaudido pela torcida catalã quando entrei no jogo, pela semifinal da Liga dos Campeões. Foi incrível saber que sempre serei lembrado com carinho pelos torcedores do Barça. Aquele gol na decisão de 2006, para um cara que nasceu em Cascavel, no interior do Paraná, e que tinha o futebol europeu como algo tão distante, tão difícil de ser alcançado, é um negócio sem explicação. Realmente não dá pra esquecer".