
Marcos, Cicinho, Chicão, André Dias e Fábio Aurélio; Cristian, Hernanes, Diego e Diego Souza; Ronaldo e Alexandre Pato.
É ou não é um baita time? Pouquíssimas seleções do planeta tem, em sua melhor formação possível, um time do mesmo nível desta escalação brasileira.
Escalação esta com craques que provavelmente não irão à Copa de 2010. Injustiça? Em alguns casos, talvez sim. Em outros, a explicação se deve a presença de outros jogadores fantásticos na mesma posição.
Os zagueiros Chicão e André, por exemplo, ainda não tem a bagagem internacional de feras como Lúcio, Juan e mesmo Miranda, que já atuou na França e foi muitas vezes convocado por Dunga.
Já no meio, a palavra injustiça cairia bem, na visão deste colunista, para a ausência de Diego.
Especialmente se ele for preterido por um Ronaldinho Gaúcho fora de forma, convocado apenas pelo nome.
E mesmo que o gaúcho volte a encantar e carimbe seu passaporte, acho que algum outro atleta entre os preferidos de Dunga (Elano, Júlio Batista, Ramires, sei lá...) teria de perder a vaga para Diego.
E olha que sou fã dos três citados. Mas a fase de Diego na Juventus, repetindo o belo futebol da temporada passada na Alemanha, é excepcional.
Também não consigo engolir a ausência do ex-corintiano Cristian, cujo futebol vibrante contrasta com os burocráticos Gilberto Silva e Josué.
Porém, como já mencionei em textos anteriores, está cada vez mais difícil criticar o técnico Dunga.
O Brasil vence uma partida atrás da outra. As novas conquistas do ex-aprendiz de treinador vieram em Buenos Aires e Salvador.
Vitória histórica diante do time de Maradona (com mais um longo tabu sendo quebrado, já que o Brasil não batia a Argentina na casa do adverário desde 1995) e a segunda goleada imposta aos chilenos, mesmo com diversos reservas em campo.
Aliás, não importa quem saia ou entre. Os onze que começam jogando atuam com a mesma postura de Dunga em seus tempos de capitão. Aplicação e valentia absolutas em defesa de nosso País.
Se era realmente esse o desejo do presidente Ricardo Teixeira ao apostar no ex-volante, o mesmo foi totalmente realizado. A mudança de comportamento em relação ao que vimos no último Mundial é absurda.
Oxalá esse espírito guerreiro e vencedor permaneça até a Copa da África.