A vitória diante do poderoso e temido campeão paulista mostrou a maturidade, dentro e fora de campo, de alguns jogadores corintianos.
É certo que reações maduras e racionais surgem mais facilmente no triunfo do que no fracasso. Mesmo assim, há de se ressaltar o respeito do time de Mano Menezes perante a melhor equipe do futebol brasileiro na atualidade.
O Corinthians soube valorizar a importantíssima conquista dos três pontos.
Ainda no gramado, Bruno César e outros elogiaram o rival, referindo-se ao mesmo como melhor time do País.
Dentinho e Ralf brincaram na comemoração do terceiro gol, mas deixaram o gramado numa boa, sem gozações, confraternizando-se com os adversários. Ralf chegou a dizer que respeita demais o Santos.
Do outro lado, se dentro de campo o time santista não deu botinadas e caiu de pé, lutando até os segundos finais, faltou um pouquinho de fair-play nas entrevistas.
Marquinhos e Leo reclamaram demais da arbitragem. O primeiro já até profetizou que o Timão serão favorecido em todos os jogos no Pacaembu.
Esqueceu-se apenas que nesse mesmo estádio um gol legítimo do Santo André foi anulado há algumas semanas, justamente contra o Peixe, na decisão do Paulistão.
O gol de Marquinhos foi legal? Há controvérsias. Se eu validaria o mesmo? Com toda certeza.
Já que mesmo cinco mil replays em câmera lenta não foram capazes de tirar a dúvida coletiva, por que eu teria essa certeza no momento exato do lance?
Dizem que a tal recomendação da FIFA de "na dúvida, pró ataque" é lenda urbana. Não importa. Se nem mesmo o replay chega a uma conclusão, este jornalista, humildemente, conclui que alguns centímetros pra frente ou para trás não foram fundamentais para a marcação do gol.
No entanto, a dificuldade do lance impede a constatação de que um grande erro foi cometido.
Mas outra constatação que faço - a de que o time santista fala demais - é fruto dos exageros de alguns jogadores como Leo (sempre irritado com alguma coisa, sempre querendo dar "respostas" aos críticos), Ganso (que um dia bateu em Ronaldo apenas para "mostrar quem mandava na Vila") e Neymar (prometeu um novo chapéu em Chicão).
A crítica é construtiva. O time do Santos tem em seu sistema defensivo um já conhecido calcanhar de aquiles.
Para evitar um tropeço na decisão da Copa do Brasil, após a Copa, e continuar buscando a Tríplice coroa (que é um sonho bem possível), comissão técnica e jogadores deverão se empenhar muito mais em corrigir notórias falhas do que em reclamar da arbitragem.
Até porque esse time de garotos, tendo uma defesa mais arrumadinha, torna-se quase imbatível. Basta lembrar que em suas maiores derrotas na temporada (nos clássicos para Palmeiras e Corinthians e nas decisões diante de Atlético e Grêmio), o time sempre marcou muitos gols.
Tivesse sua defesa atuado de uma maneira um pouquinho mais regular e a equipe estaria invicta há uns quatro meses.