Deu empate no jogo de abertura da Copa do Mundo, aqui na África do Sul. Empate dolorido para os donos da casa, pelo futebol mostrado no segundo tempo.
Mas um empate justo, uma vez que cada seleção dominou a outra em cada tempo.
O México poderia ter feito uns três gols na etapa inicial. Até fez um, mas o bandeira acertadamente anulou o lance, já que Vela estava impedido.
O grande destaque do time centro-americano foi o brasileiro naturalizado mexicano Giovani Dos Santos. Conduziu contra-ataques, mostrou personalidade e criou lances de perigo. Mas não brilhou a ponto de abrir o placar.
No segundo tempo, quando ninguém imaginava uma recuperação dos Bafana Bafana, um rápido contra-ataque sul-africano mudou radicalmente a postura das duas equipes.
O golaço do atacante Tshabalala esfriou o adversário e fez ferver o Soccer City.
Com o apoio das vuvuzelas, o time sul-africano trancou ainda mais o sistema defensivo e intensificou as jogadas de contra-ataque. Poderia ter feito mais dois gols e foi prejudicado pela arbitragem, que não marcou um penal claríssimo a seu favor.
Foi então que pela segunda vez na partida, prevaleceu o ditado "quem não faz, toma". Num lance isolado e até certo ponto despretensioso, o México empatou com o zagueiro Rafa Marquez, antigo capitão da equipe (o atual é o volante Torrado).
Ainda hoje pelo Grupo A, dois campeões mundiais em campo. Uruguai e França se enfrentarão em Cape Town.
Curiosamente, as duas equipes só conseguiram se classificar na repescagem em seus continentes. Já chegaram com mais força em outras Copas. Nenhuma delas é favorita, mas ambas tem ótimos jogadores. Deveremos ter um grande jogo daqui a pouco.