quinta-feira, 7 de maio de 2009

Os números e a importância de um título!


Ser campeão paulista não é novidade para o Corinthians, maior detentor de troféus da competição. Além disso, os torneios estaduais são curtos e não tem o charme de antigamente.

As afirmações acima, feitas por alguns (poucos, é verdade) jornalistas, são verdadeiras, mas não tiram o brilho da conquista alvinegra no Paulistão. Um título de números expressivos e inúmeros significados!

O Timão não o conquistava desde 2003. Não ganhava um título invicto desde 95 (Copa do Brasil), exceção ao Mundial-2000, torneio de tiro curtíssimo. Não era campeão paulista invicto desde 1938 e não ganhava uma decisão do Santos desde 1930.

Já o Paulistão não tinha um campeão invicto desde 72 e agora já tem o seu campeão da década (o Mosqueteiro é o único com três títulos de 2001 pra cá).

Ronaldo não era campeão desde 2003. Sua nova volta por cima representou a consolidação de outro retorno brilhante: o ressurgimento do Timão, de novo temido pelos rivais.

Nos últimos anos, a equipe vinha amargando uma bordoada atrás da outra contra Santos, São Paulo e Palmeiras.

Em 2009, no entanto, até aqui foram quatro vitórias, três empates e nenhuma derrota em clássicos. Daí a Fiel continuar cantando, mesmo cinco meses após o fim do calvário na Série B, que "o Coringão voltou".

E voltou com os eficientes Alessandro, William e Dentinho, com os gols de André Santos, com a técnica dos volantes Cristian e Elias, com a raça de Jorge Henrique, as defesas milagrosas de Felipe, a frieza e precisão do zagueiro artilheiro Chicão e a genialidade do novo xodó e camisa 9 da Fiel.

Voltou com o trabalho sério de Mano Menezes, tão contestado por este jornalista, que acabou mordendo a língua.

Há um ano e cinco meses, um time humilhado caía para a Série B. Este mesmo time, nos últimos nove meses, ganhou 32 jogos, empatou 15, perdeu apenas 2 (um destes tropeços com o time reserva; o outro, fazendo dois gols nos últimos cinco minutos, abrindo caminho assim para a classificação às quartas-de-final da Copa do Brasil), ganhou o Paulista de forma invicta, passou a contar com os gols de Ronaldo e conseguiu os melhores contratos de patrocínio da história do futebol brasileiro.

O artilheiro de todas as Copas que me desculpe, mas fenômeno mesmo é o time do povo.


P.S. Meu filho querido, Felipe, nome de goleiro campeão, completará nove meses no próximo sábado. Nasceu no dia nove(o nove de Ronaldo) de agosto de 2008, nove dias após o aniversário de 20 anos do título paulista de número 20 do Timão (conquistado diante do Guarani, no dia 31 de julho de 1988). Nasceu no dia em que o clube conheceu sua última derrota pra valer na temporada (1x2 Vila Nova, clube que, por outra coincidência, tem o nome de minha família por parte de mãe: Villa Nova).

Como já escrevi em outras oportunidades, descobri que seria pai no dia 2 de dezembro de 2007, data do rebaixamento à Série B. O período de gestação foi o mesmo da primeira parte da reconstrução alvinegra.

E quando o Felipe finalmente veio ao mundo, começou a virada pra valer, com quase nove meses de invencibilidade (encerrada na "comemorada" derrota para o Furacão, na última semana, por 3 x 2).

Como se vê, meu filho ainda não sabe exatamente o que é uma derrota. Pé-quente, trata-se de mais um corintiano, maloqueiro e, como os tempos são outros, vencedor!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Thomas Roth recupera áudios da série "História do Futebol", do MIS


Os frequentadores do MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo (Avenida Europa, 158 - Jardins), já podem desfrutar de algumas preciosidades de seu rico acervo cultural, que até há alguns meses se encontravam em péssimas condições de uso, sem que o público pudesse ter acesso a elas.

Isso, graças a um trabalho desenvolvido pela Lua Nova, produtora de som de Thomas Roth (foto), compositor, músico e jurado do programa "Astros", do SBT.

A empresa está recuperando o áudio de importantes depoimentos históricos, pertencentes a personagens ilustres da cena brasileira.

De um total de 1.600 fitas encaminhadas pelo Museu, cerca de 500 já foram digitalizadas, encontrando-se agora disponíveis ao público na Midiateca.

Entre as jóias raras, estão depoimentos de Cartola, Adoniran Barbosa e das eternas Cantoras do Rádio, como Marlene, Inezita Barroso, Edith Veiga, Alda Perdigão, Esterzinha de Souza e Morgana.

Em breve, serão também recuperados depoimentos de grandes atores do cinema brasileiro, como o comediante Grande Otelo, além de grandes nomes da Jovem Guarda, Tropicália, MPB e ainda ícones de outros segmentos, como literatura, artes plásticas, televisão, jornalismo e até mesmo futebol.

Da série "História do Futebol", constam depoimentos dos jogadores Leônidas da Silva, Pelé, Rivellino, Gilmar dos Santos Neves, Djalma Santos e Bellini, entre outros lendários craques da seleção brasileira.

Narrações épicas de locutores como Pedro Luiz e Fiori Gigliotti também estão no acervo.

Enfim, um arquivo imperdível para quem gosta de futebol, como este jornalista que vos escreve e, tenho certeza, a grande maioria dos leitores deste blog. Vamos aguardar!

É de arrepiar!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Hamburger do Porpeta


Que Big Mac, que nada! Pra matar o incrível apetite do humorista Alexandre Porpetone (meu colega de Galera Gol), só mesmo o pequeno sanduíche da foto, batizado no Bar do Cabeção de "Porpetaburger".

E só pra constar, a garçonete não trabalha na Augusta e nunca deu o telefone pro Porpetinha!

Valeu, Marco Bello!

Agradeço ao amigo e colega de Transamérica, Marco Bello, pela citação de meu nome numa notícia postada em seu blog, a respeito do Dia do Corintiano!

Confira aqui!

Na foto abaixo, o próprio Bello, acompanhando de perto a festa alvinegra no Pacaembu, no último domingo.!

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Nós, os palhaços!



Esta bandeira representa...

O "espetáculo do crescimento", que até hoje ninguém viu;
A turma de Marcos Valério, Delúbio e Valdomiro Diniz;
Personalidades da mídia, política e cultura indo ao aniversário de José Dirceu, o rei do mensalão;
A desculpa de que "o presidente não sabia";
A compra do dossiê no quarto de hotel;
Os "hermanos compañeros" Evo, Chaves e Fidel;
A volta triunfal do "Caçador de marajás";
Duda Mendonça e os paraísos fiscais;
A quebra do sigilo do pobre caseiro;
A dancinha da deputada sem vergonha na cara em pleno Congresso;
A família Maluf e suas contas secretas;
Os negócios fantásticos do filho do presidente, que virou grande empresário da noite pro dia;
O crescimento do PIB igual ao do Haiti;
A proteção da Justiça e do governo ao MST;
As passagens aéreas dos deputados federais e senadores;
A cara de pau dos eleitores petistas, que não admitem as calhordices do atual governo;
A decepção com Gabeira, Tasso e até mesmo FHC, que permite que sua filha ganhe salário em Brasília, mesmo sem sair de São Paulo;

Enfim, daria pra escrever, pelo menos, mais uns cinco mil versos...

Pobre povo brasileiro, que leva tapas na cara diariamente de seus políticos, em sua grande maioria, canalhas e ladrões ordinários!

(Inspirado em texto de autor desconhecido, que circula pela internet)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Em falta com os leitores

Amigos leitores e ouvintes, estou em falta com vocês, escrevendo pouco nas últimas semanas. É a correria do dia-a-dia que não consigo driblar.

Tentarei, no entanto, postar alguns textos nesta semana, falando um pouquinho deste Paulistão que passou, além de curiosidades do mundo da bola.

Por hora, segue a seleção do Paulistão, em minha opinião.

Num torneio repleto de surpresas, mas com nível técnico apenas razoável, acabei optando, na maioria das posições, por jogadores que foram decisivos na reta final da competição.

Daí a presença de tantos corintianos na equipe.

Felipe, Alessandro, Chicão, André Dias e André Santos; Elias, Cristian, Mádson e Diego Souza**; Kléber Pereira e Ronaldo.

E parabéns ao time do povo, pela 26ª conquista estadual!


**Originalmente, havia colocado Cleiton Xavier nesta seleção. Inexplicavelmente, quando montei o time, esqueci de Diego Souza, que talvez tenha sido menos regular que seu companheiro palmeirense, mas foi mais decisivo em jogos importantes. Apesar de ter sido expulso contra o Santos, na segunda semifinal, merece um lugar nesta equipe. Fiz a correção já no programa Galera Gol, de ontem, pela Transamérica FM.