quarta-feira, 6 de maio de 2009

Thomas Roth recupera áudios da série "História do Futebol", do MIS


Os frequentadores do MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo (Avenida Europa, 158 - Jardins), já podem desfrutar de algumas preciosidades de seu rico acervo cultural, que até há alguns meses se encontravam em péssimas condições de uso, sem que o público pudesse ter acesso a elas.

Isso, graças a um trabalho desenvolvido pela Lua Nova, produtora de som de Thomas Roth (foto), compositor, músico e jurado do programa "Astros", do SBT.

A empresa está recuperando o áudio de importantes depoimentos históricos, pertencentes a personagens ilustres da cena brasileira.

De um total de 1.600 fitas encaminhadas pelo Museu, cerca de 500 já foram digitalizadas, encontrando-se agora disponíveis ao público na Midiateca.

Entre as jóias raras, estão depoimentos de Cartola, Adoniran Barbosa e das eternas Cantoras do Rádio, como Marlene, Inezita Barroso, Edith Veiga, Alda Perdigão, Esterzinha de Souza e Morgana.

Em breve, serão também recuperados depoimentos de grandes atores do cinema brasileiro, como o comediante Grande Otelo, além de grandes nomes da Jovem Guarda, Tropicália, MPB e ainda ícones de outros segmentos, como literatura, artes plásticas, televisão, jornalismo e até mesmo futebol.

Da série "História do Futebol", constam depoimentos dos jogadores Leônidas da Silva, Pelé, Rivellino, Gilmar dos Santos Neves, Djalma Santos e Bellini, entre outros lendários craques da seleção brasileira.

Narrações épicas de locutores como Pedro Luiz e Fiori Gigliotti também estão no acervo.

Enfim, um arquivo imperdível para quem gosta de futebol, como este jornalista que vos escreve e, tenho certeza, a grande maioria dos leitores deste blog. Vamos aguardar!

É de arrepiar!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Hamburger do Porpeta


Que Big Mac, que nada! Pra matar o incrível apetite do humorista Alexandre Porpetone (meu colega de Galera Gol), só mesmo o pequeno sanduíche da foto, batizado no Bar do Cabeção de "Porpetaburger".

E só pra constar, a garçonete não trabalha na Augusta e nunca deu o telefone pro Porpetinha!

Valeu, Marco Bello!

Agradeço ao amigo e colega de Transamérica, Marco Bello, pela citação de meu nome numa notícia postada em seu blog, a respeito do Dia do Corintiano!

Confira aqui!

Na foto abaixo, o próprio Bello, acompanhando de perto a festa alvinegra no Pacaembu, no último domingo.!

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Nós, os palhaços!



Esta bandeira representa...

O "espetáculo do crescimento", que até hoje ninguém viu;
A turma de Marcos Valério, Delúbio e Valdomiro Diniz;
Personalidades da mídia, política e cultura indo ao aniversário de José Dirceu, o rei do mensalão;
A desculpa de que "o presidente não sabia";
A compra do dossiê no quarto de hotel;
Os "hermanos compañeros" Evo, Chaves e Fidel;
A volta triunfal do "Caçador de marajás";
Duda Mendonça e os paraísos fiscais;
A quebra do sigilo do pobre caseiro;
A dancinha da deputada sem vergonha na cara em pleno Congresso;
A família Maluf e suas contas secretas;
Os negócios fantásticos do filho do presidente, que virou grande empresário da noite pro dia;
O crescimento do PIB igual ao do Haiti;
A proteção da Justiça e do governo ao MST;
As passagens aéreas dos deputados federais e senadores;
A cara de pau dos eleitores petistas, que não admitem as calhordices do atual governo;
A decepção com Gabeira, Tasso e até mesmo FHC, que permite que sua filha ganhe salário em Brasília, mesmo sem sair de São Paulo;

Enfim, daria pra escrever, pelo menos, mais uns cinco mil versos...

Pobre povo brasileiro, que leva tapas na cara diariamente de seus políticos, em sua grande maioria, canalhas e ladrões ordinários!

(Inspirado em texto de autor desconhecido, que circula pela internet)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Em falta com os leitores

Amigos leitores e ouvintes, estou em falta com vocês, escrevendo pouco nas últimas semanas. É a correria do dia-a-dia que não consigo driblar.

Tentarei, no entanto, postar alguns textos nesta semana, falando um pouquinho deste Paulistão que passou, além de curiosidades do mundo da bola.

Por hora, segue a seleção do Paulistão, em minha opinião.

Num torneio repleto de surpresas, mas com nível técnico apenas razoável, acabei optando, na maioria das posições, por jogadores que foram decisivos na reta final da competição.

Daí a presença de tantos corintianos na equipe.

Felipe, Alessandro, Chicão, André Dias e André Santos; Elias, Cristian, Mádson e Diego Souza**; Kléber Pereira e Ronaldo.

E parabéns ao time do povo, pela 26ª conquista estadual!


**Originalmente, havia colocado Cleiton Xavier nesta seleção. Inexplicavelmente, quando montei o time, esqueci de Diego Souza, que talvez tenha sido menos regular que seu companheiro palmeirense, mas foi mais decisivo em jogos importantes. Apesar de ter sido expulso contra o Santos, na segunda semifinal, merece um lugar nesta equipe. Fiz a correção já no programa Galera Gol, de ontem, pela Transamérica FM.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Palpites errados, estigma mantido


Ok, errei duplamente em meus palpites para as semifinais do Paulistão. Apostava com convicção em Palmeiras e São Paulo e caí do cavalo. Errei também ao acreditar que o Corinthians não conseguiria encarar de igual pra igual o Tricolor.

E teria errado esse último palpite mesmo que aquela bola de Borges no travessão tivesse rumo certo e o Tricolor tivesse vencido o segundo jogo.

Sim, pois o Coringão fez mais do que jogar de igual pra igual com o atual tricampeão brasileiro. Soube marcar bem seus laterais, volantes e meias, soube aproveitar os contra-ataques (no segundo jogo) e conseguiu pressionar o rival na primeira partida, quando tinha um homem a mais em campo.

Vale lembrar, que na primeira fase, o São Paulo jogou com um homem a mais em campo durante 60 minutos e não conseguiu vencer o Timão.

O Corinthians conseguiu tirar proveito da expulsão de André Dias na primeira partida e, melhor ainda, tirou proveito de sua ausência no segundo jogo, matando a partida em dois lances seguidos de muita inspiração de Ronaldo. E transpiração também, já que o atacante chegou a atingir a velocidade de 36km/h no pique do segundo gol.

Enfim, vimos em dois jogos a mudança radical de um time que, durante toda a primeira fase, embora tenha se mantido invicto, não contra-atacou com organização, não apresentou jogadas ensaiadas e não mostrou padrão tático. Mano Menezes me fez morder a língua, armando um time compacto e arrojado, mesmo quando apenas o empata servia.

É lógico que o Timão levou pressão no primeiro tempo e até bola na trave tomou no início da etapa final. Correu riscos, mas teve a jogada do contra-ataque. Poderia levar o gol a qualquer momento, mas provavelmente esse gol não sairia (como não saiu) pelo meio, já que Jorge Vágner e Hernanes não conseguiram criar.



O mais importante para a Fiel, além das duas vitórias, é claro, foi ver o Coringão voltar a jogar como grande, diante de outro grande.

Nos últimos quatro anos, o time do Parque São Jorge havia virado saco de pancadas dos rivais. Começa, no entanto, a voltar a brilhar nos clássicos.

Neste ano, já são três vitórias, dois empates e nenhuma derrota. E contra o São Paulo, rival de quem mais vinha perdendo jogos nos últimos anos, já não sabe o que é uma derrota há mais de dois anos (venceu três e empatou outras três nos últimos seis confrontos).

Por sinal, manteve um estigma interessante (ao menos para a Fiel) diante do time do Morumbi: o de quase sempre vencer nos confrontos chamados "mata-mata".

Domínio alvinegro!
Buscando rapidamente em minha memória os encontros importantes dos rivais nos últimos trinta anos, cheguei a um resultado esmagador a favor do alvinegro. Foram 13 sucessos e apenas 5 eliminações em 18 confrontos decisivos, de 1977 pra cá.

As vitórias do Tricolor vieram nas decisões de Paulista de 87, 91 e 98, na semifinal do Paulista de 2000 e na semifinal da Conmebol de 94 (com o Expressinho).

O Coringão triunfou na fase decisiva do Paulista de 77, nas finais dos Paulistas de 82, 83, 97 e 2003, nos quadrangulares semifinais dos Paulistas de 88 e 93, na decisão do Brasileiro de 90, na semifinal do Paulista de 99, na semifinal do Brasileiro de 99, na decisão da Liga Rio-São Paulo de 2002, na semifinal da Copa do Brasil de 2002 e nesta última semifinal.

Contra o Santos, em duelos "mata-mata", o domínio do Timão é também amplo.





O Coringão eliminou o rival praiano na semifinal do Paulista de 87, no quadrangular semifinal do mesmo torneio em 88, no triangular semifinal novamente do Paulista de 89, na decisão da Copa Bandeirantes de 94, no quadrangular semifinal do Paulista de 95, no quadrangular final do Paulista de 97, na semifinal do Brasileiro de 98 e na semifinal do Paulista de 2001.

Porém, em finais, a história muda totalmente. Nos últimos 25 anos, foram apenas duas decisões (deixando de lado, claro, a Copa Bandeirantes, que não foi um grande torneio). E o Peixe venceu ambas: o Paulistão de 84 e o Brasileirão de 2002.

Qual estigma desta vez será mantido? A invencibilidade histórica do Peixe em decisões contra seu maior inimigo ou a tradição corintiana em momentos decisivos nas últimas décadas? A resposta será dada em longos e, provavelmente deliciosos, 180 minutos. Teremos uma grande decisão!