quarta-feira, 15 de abril de 2009

Integrante do Pato Fu, John vive fase de produtor


Enquanto a esposa (e colega de Pato Fu) Fernanda Takai segue divulgando seu CD solo, o guitarrista, cantor e compositor John se dedica a inúmeros trabalhos de produção.

Ele assina os novos álbuns das cantoras Zélia Duncan e Érika Machado, além de produzir o novo CD do grupo Falcatrua, que terá sucessos de Tim Maia no repertório. Os três discos estarão em breve nas lojas.

John ainda encontra tempo para acompanhar Fernanda em sua turnê solo, tocando em shows por todo o Brasil.

O sorriso e a pureza de um gol

Com belos gols, Neymar e Cristian decidiram as primeiras partidas da semifinal do Paulista 2009.

O santista, com cara, idade e alma de garoto, deixou o pentacampeão Marcos estático, sem reação. Já o corintiano, que de garoto não tem mais nada, até permitiu que o também pentacampeão Rogério se mexesse, mas num reflexo tardio e inútil.

Cristian já deve ter sido inocente um dia. Já deve ter sorrido como criança ao fazer um gol. Exatamente como fez Neymar, após o golaço contra o Palmeiras.

No entanto, como não existem Peter Pans nos gramados (ou em qualquer outro lugar, a não ser em livros e desenhos), o volante corintiano há muito tempo deixou a pureza de lado. Prova disso foi o gesto infeliz feito após seu golaço no Pacaembu.

Não quero aqui crucificar o atleta. Não acho, ao contrário de muitos, que uma suspensão seria justa ou adequada.

Cristian pisou na bola, pediu desculpas e merece puxões de orelha. De seu treinador, de seus companheiros e até mesmo dos tribunais esportivos.

Doar cestas básicas para uma entidade carente seria, em minha modesta opinião, a punição ideal. Desta forma, um erro que serviu de péssimo exemplo para milhões de crianças ao menos premiaria algumas dezenas delas, convertendo-se numa boa ação.

Resumindo, caro Cristian, cujo futebol eu tanto admiro, um gol tão lindo e importante não merecia uma comemoração tão esdrúxula. Combinaria mais, por exemplo, com um sorriso como o de Neymar, mesmo que sem a mesma pureza.

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Além de Cristian e Neymar, vale reconhecer também a importância dos gols marcados por Kléber Pereira e Elias. As vantagens pelo empate nesta fase agora são de Santos e Corinthians, times que ainda precisarão mostrar mais raça e inspiração do que os rivais, teoricamente mais fortes, na segunda partida.

Na prática, ainda está tudo indefinido. Não há prováveis vencedores, embora eu não tenha mudado meus palpites (na semana passada, cravei São Paulo e Palmeiras na decisão).

Há sim, no entanto, uma probabilidade enorme de voltarmos a ver dois belos jogos neste final de semana. O tal do "Paulistinha", ao menos nesta reta final, voltou a ser o Paulistão de outros
tempos!

Piadinha! A mulher com o melhor físico do mundo


quinta-feira, 9 de abril de 2009

Legião Urbana ganha site oficial


Os fãs da Legião Urbana poderão navegar, em breve, no primeiro portal oficial da banda. Avalisado pelos herdeiros de Renato Russo e por Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, o site será interativo e entrará no ar completo, no segundo semestre deste ano.

Cifras revisadas pelos músicos, cronologia, discografia, memorabilia dos "legionários" e muitos outros arquivos estarão disponíveis de forma digital e legal, pela primeira vez.

Quem quiser colaborar com o projeto e se cadastrar, pode desde já acessar o novo endereço (http://www.legiaourbana.com.br/), já ativado.

Outra novidade poderá ser conferida nas telonas, mas apenas em 2010! A vida de Renato Russo será contada num longa-metragem do diretor Antonio Carlos Fontoura.

As filmagens terão início no segundo semestre, com o ator Thiago Mendonça interpretando o papel do cantor e compositor do grupo Legião Urbana. Curiosamente, esta é a segunda vez que o ator interpreta um cantor famoso. O primeiro foi o sertanejo Luciano, em "Dois Filhos de Francisco".

O filme deve se chamar "Somos tão Jovens" e mostrará a adolescência de Renato e seus primeiros passos na carreira, já ao lado dos parceiros do Aborto Elétrico, seu primeiro grupo.

A cantora e atriz Marjorie Estiano também estará no elenco do filme, interpretando Ana Cláudia, personagem fictício, mas que terá características de algumas das melhores amigas do artista na adolescência.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Atitude, altitude e o puxa-saco!

A última rodada dupla das eliminatórias se iniciou como um tsunami para a nossa seleção, mas acabou virando uma marolinha.

Depois do futebol horroroso mostrado no Equador e da perda de posições na tabela, o time de Dunga conseguiu a esperada vitória contra um já derrubado Peru (esqueçam o aparente duplo sentido da frase. A intenção aqui é definir a ruindade do time peruano) e ainda se beneficiou com os tropeços de Chile, Uruguai e Argentina, voltando a ocupar uma colocação tranquila na classificação.

E mais, com a derrota vergonhosa dos argentinos para a frágil Bolívia (e também para a não tão frágil assim altitude) e o empate dos líderes paraguaios em Quito, uma nova série de desculpas já está armazenada para as próximas entrevistas de Dunga.

Afinal, o Brasil não é o único gigante a tropeçar diante dos mais fracos. E a seleção ocupa a vice-liderança, com quatro pontos a mais que o quinto colocado (Uruguai, que hoje teria de enfrentar um time da América Central, na repescagem).

Verborragia que certamente não apagará os momentos ridículos do melancólico empate diante do Equador. Vencer o Peru por 3 x 0 era o mínimo que o Brasil poderia fazer, atuando em casa.

Assim como era obrigação encarar o Equador de igual pra igual. Não foi o que aconteceu.

O Brasil foi dominado de forma arrasadora e jogadores como Ronaldinho, Josué e Gilberto Silva (que seguem sendo convocados pelo nome e não pelo futebol dos últimos meses) não acertaram um único lance. A altitude atrapalhou, mas não tanto quanto a atitude. Ou a falta da mesma.

Assim como faltam jogadores que vivem ótimos momentos em seus clubes, casos (já citados nesta coluna) de Hernanes e Nilmar. Bato na mesma tecla há anos. Seleção não é lugar para titulares perpétuos.

Perdemos a última Copa com os "imexíveis" Cafu, Roberto Carlos, Gilberto Silva e Ronaldinho. O mesmo Ronaldinho que "andou" em campo no Equador.

É preciso fazer sempre experiências. E dar chance a novas estrelas.



Por falar em estrelas, o falastrão Diego Maradona viu seus jogadores tomarem um vareio da altitude boliviana.

O mesmo Maradona que, alguns meses atrás, foi bater bola com o populista Evo Morales para manifestar seu apoio à Bolívia, que havia sido proibida de jogar partidas oficiais na altitude (determinação que seria posteriormente revogada).

"Nem Deus pode impedir que um país jogue em seu território", disse na época o agora treinador.

Caro Dieguito, deixe Deus fora disso. Há problemas maiores no mundo, como a falta de liberdade em Cuba, por exemplo, outro país miserável que você venera, com os quais Deus deve se preocupar.

Deixe que a FIFA se preocupe com a injusta altitude. Um "doping" natural que muitas vezes torna um disputa desleal.

Agora, se a culpada não foi a altitude, fica difícil compreender uma derrota tão ridícula.

Só posso imaginar duas alternativas: ou os argentinos desaprenderam a jogar, o que convenhamos, é pouco provável; ou seu novo treinador é tão incompetente quanto os líderes latino-americanos dos quais vive puxando o saco.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Volta, Casão, à primeira divisão!


Lendo algumas reportagens sobre a homenagem que a torcida corintiana fez nesta semana ao craque e comentarista Casagrande, lembrei de um momento marcante na carreira do ex-jogador.

Daquele jogo entre Corinthians e Flamengo, no Pacembu, pelo Brasileiro de 93. Casão acabara de voltar do futebol europeu, mas estava no Mengão. A Fiel pouco se importou com esse detalhe e gritou: "Volta, Casão, seu lugar é no Timão!"

O Corinthians venceu o jogo por 1 x 0 e, curiosamente, o gol teve participação de Casagrande. Após cabeceio de Rivaldo, a bola bateu no velho ídolo corintiano e morreu nas redes.

Algum tempo depois, lembro de ter visto o atacante dizer que aquela foi uma das maiores emoções de sua carreira: "Confesso que fiquei desnorteado com a reação da torcida corintiana naquela tarde. Esperava tudo, menos ter meu nome gritado em coro, daquela maneira, com os torcedores pedindo para eu voltar. Não consegui me concentrar no jogo", contou.

Casão nem poderia imaginar o quão difícil seria, alguns anos depois, conseguir se concentrar em sua própria vida. Em sua recuperação. O craque ficou doze meses internado, longe da família, amigos e do trabalho.

E agora, recuperado, espera com ansiedade pelo retorno aos programas e transmissões esportivas.

No evento já citado, Casagrande esteve acompanhado do filho, Vitor. E comparou o momento difícil que passou em sua vida particular com a recuperação corintiana em 2008.

"Existia uma simbiose entre eu e o Corinthians, tanto que nossa queda aconteceu em momentos parecidos, assim como nosso retorno. Eu vivi a segunda divisão da vida e hoje estou me recuperando. Não estou comparando, são problemas bem diferentes. Mas assim como o clube, eu também voltei", afirmou.

Declaração marcante e tocante. Bonita! A Fiel segue torcendo por você, Casão. Pela sua volta à primeira divisão da vida!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Incoerências e chiliques da mídia esportiva

Dispensável a repercussão na mídia esportiva para a decisão da diretoria corintiana de repassar apenas 6% dos ingressos do clássico de domingo para os santistas.

"Falaram tanto da diretoria do São Paulo e agora fazem o mesmo", bradaram num coro idiota inúmeros colegas de imprensa.

Calma lá, minha gente. São casos totalmente diferentes. Na ânsia de criar polêmica, muitos comentaristas resolveram atacar os cartolas alvinegros sem nem refletir sobre o tema.

Hoje em dia, parece que opinar, informar e debater não é suficiente para a crônica esportiva. Há de se fazer algazarra e semear discussões acaloradas. A notícia e as opiniões coerentes dão lugar a encenações cômicas, que beiram o pastelão, no rádio e na tevê.

Deixando meu desabafo de lado, vamos aos fatos: o Santos tem mandado seus jogos contra o Timão na Vila (um direito legítimo, diga-se de passagem) há mais de dez anos.

Houve um tempo em que os times sempre se enfrentavam no Morumbi, mas num determinado momento a diretoria santista chegou a conclusão que seria benéfico, pensando em resultados no campo, enfrentar o grande rival em casa. Sempre repassando uma carga pequena de ingressos aos corintianos. Nos últimos três anos, por exemplo, uma fatia inferior a 7% dos bilhetes.

Qual é o problema então do Timão copiar a atitude do rival, fazendo valer integralmente seu direito de mandante? Com a diferença de que o torcedor santista poderá ainda comprar ingressos para o setor de numeradas no Pacaembu (além dos mesmos 6% de ingressos, no setor para visitantes), coisa que o corintiano não pode fazer na Vila.

É importante lembrar que a história muda totalmente no clássico Corinthians x São Paulo.

Nas últimas décadas, ao contrário do duelo alvinegro, os dois rivais da capital se enfrentaram quase sempre no Morumbi, com 50% dos ingressos para cada torcida. O Tricolor rompeu com esta tradição (ou acordo de cavalheiros, como dizem alguns) na última partida, o que irritou a diretoria corintiana. Não foi exatamente uma decisão simpática, mas o São Paulo não cometeu nenhum crime.

Agora, a decisão da diretoria corintiana de diminuir a carga de ingressos para a torcida santista só seria incoerente se Santos x Corinthians jogassem sempre no Morumbi, com metade dos ingressos para cada lado, como acontecia até esse ano no clássico contra o Tricolor.

Aí sim os cartolas corintianos estariam repetindo a atitude que tanto criticaram. E aí sim, os jornalistas que gostam mais de carnaval do que de futebol teriam alguma razão para tanto chilique.